Hoje uma lua parcial que toca a lente viva do meu olho nesta noite jovem de março que avançou sobre um dia de preguiça, e diga-se de passagem, totalmente improdutivo, mas muito reflexivo, só isso e nada além disso, e hoje é a noite em que me dedico à sagrada festa dos copos e das vozes que se cruzam, cortadas por risos e saudações, porém em meu copo, somente água ou no máximo um refrigerante, uma noticia que uma gastrite afeta meu estômago surrado pela vida boêmia que me consome, procuro absorver nesta noite toda e qualquer coisa que me faça relembrar antigas noites mal dormidas, mas antigamente nada sóbrias, e nesta embriago apenas minha mente, mas com o conteúdo explícito que a noite desregrada te traz, lembro de cada canção que tocou naquela noite, em que o silêncio de uma praia sonolenta foi interrompido por um som feliz, pessoas alegres e com uma felicidade lisérgica contagiante, mas hoje, simplesmente me embriago com lembranças, pois somente elas bastam para o poeta escrever grandes livros, Charles Bukowski escreveu seus melhores livros em que suas meninas e suas bebedeiras chegaram ao auge, mas ele em sua tenra e solitária sobriedade, então, hoje em minha solitária e reflexiva sobriedade não escrevo histórias dos bordéis e prostitutas em meio a bebedeiras homéricas, não que isso não faz mais parte de meu mundo, mas temporariamente, minha vidinha terá que ser “light’’ por assim se dizer, mas sinceramente o que realmente sinto falta é de uma boa conversa, risadas a mesa e as belas garotas a desfilar a procura de seus pares, a mostrar lindos sorrisos superficiais, se isso é ruim, ou bom, não importa de maneira alguma, apenas sinto falta!!

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