segunda-feira, 17 de maio de 2010


"Viva como uma lenda e morra como um idiota."

[I Wipe My Ass With Showbiz - A Wilhelm Scream]

domingo, 16 de maio de 2010

eis o caminho!!

Um novo ciclo, uma nova caminhada, os pensamentos aos poucos começam a se moldar de ma maneira diferente de um tempo atrás, as noites mal dormidas de agora são diferente de um tempo atrás, as sensações sentidas, são diferentes, período de reconciliação, mas não com uma terceira pessoa, e sim comigo mesmo, um alguém que eu ja não conhecia ao me olhar no espelho!! o caminho a ser percorrido é longo, mas não tenho pressa, dessa vez limpo de certas sujeiras que o mundo nos traz, o caminho n é de flores, mas também já não é tão sujo e torto quanto antes, conversa barata ou não, continuo me reunindo com amigos á mesa de um bar, mas de certa forma não rotineiramente quanto anteriormente, agora a frequência diminiu, os conteúdos aumentaram, momento introspectivo, de um novo autoconhecimento.
"Eu sou eterno é o que ele diz
Perdido em um sonho que ele nunca teve

Portas arrombadas, portas trancam-se
A chave para mudar é o tempo"
[I'm Forever - Rancid]

quinta-feira, 13 de maio de 2010

os sonhos!!



Sonhar move o mundo, sonhar nos faz melhor, assim dizem, mas sonhos, isso são feitos de papel, almejamos ser músicos, artistas, e tudo mais, e o que somos?? jovens que estão galgando o caminho para se tornar singelos burocratas, pois bem, sonhos não passam de sonhos, parece redundância, mas é verdade, mas se eles nos fazem viver um pouco menos tristes, almejando algo, e no nosso íntimo, querendo ser coisas que não somos, uma frase do cazuza que dizia "os meus heróis morreram de overdose, os meu inimigos estão no poder", confesso que hoje vou na contra mão de toda minha ideologia vivida numa adolescência, ainda vivida, mas aaos poucos que vai sendo colocada naquela gaveta de recordações, que quando abrimos, ainda esta lá, aquele recorte de revista, qualquer coisa que nos faz lembrar que realmente sonhos são feitos de papel!!
Más pelo menos me fizeram um bem, um efeito placebo, mas fizeram!! fizeram crescer e realmente crescer e lutar pelo meu objetivo, não da maneira que sonhava na adolescência, mas enfim, acredito ser o caminho de todos, do que adianta morrer cedo, permanecer belo, mas ser esquecido logo, eu vim para perguntar e não para responder!!

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Ciclo da Laranja!

Assim como Anthony Burgess nas páginas de um livroe Stanley Kubric transferiu para a película posteriormente, Laranja Mecânica tornou-se um épico na decada de 70 e até muito temo continuou sendo uma grande fonte de referencia de um futuro que não tínhamos idéia, hoje, com toda toda esta tecnologia que vemos com pessoas tendo uma vida regida por uma máquina, coisa que eles nunca cogitaram possivelmente, mas algo que eles mostraram concerteza continua mais atual que nunca, o filme assim como o livro passam numa Ingalterra e num futuro indeterminado, conta a vida de um jovem chamado Alex, que assim como sua gangue comungam de gostos que varia de musica clássica á estrupos e ultraviolência, os jovens usam o idioma nadsat, que mistura inglês com russo, o que hoje não passa de nossa gíria, que é a mistura do nosso mal falado português com outra coisa qualquer, mas que se torna uma identidade peculiar de muitos jovens.

Após várias experiencias acaba que em um assalto aAlex é preso e a vítima do assalto vem a morrer, Alex é condenado a 14 anos de prisão, após cumprir dois anos de prisão, ele é liberado para a condicional, mas mediante ao “tratamento ludovico” que é uma terapia experimental de aversãoe havia sido desenvolvida pelo governo como estratégia para deter o crime na sociedade. O tratamento consiste em ser exposto a formas extremas de violência, como ver um filme muito violento, e Alex é incapaz de parar de assistir, pois seus olhos estão presos por um par de ganchos. Também é drogado antes de ver os filmes, para que associe as ações violentas com a dor que estas lhe provocam.

Alex é liberado e vaga pelos bosques, até chegar a casa de um escritor, o qual anos atrás haviam invadido a casa e estrupado sua esposa, antes de ele descobrir quem era abriga o mesmo, depois o droga e descobrindo quem é o faz beber e tenta fazê-lo se suicidar com uma versão eletrônica da Nona Sinfonia de Beethoven, forçado a situação Alex se joga de uma janela, mas sobrevive. Com isso, o choque sofrido o faz livrar da dor vivida e dos efeitos do tratamento vivido, mas mesmo estando livre, Alex encontra-se seus antigos amigos de gangue, e todos mudados, inclusive um, que ele tinha uma ligação maior, ficou intrigado ao ver o amigo, vestido de um jeito formal, no mesmo bar que eles iam para se drogar, agora ele trocava carícias com uma bela mulher e levava uma vida estável e parecia ser feliz, enfim, Alex a partir do outro dia, Alex começa a mudar a vida, procurando um emprego e esquecendo todo e qualquer coisa que aconteceu, não passando uma borracha, mas sim, procurando se redimir de todo o erro, e uma frase que ele diz ficou marcada, pelo menos para mim: “Por mais que seu pai e sua mãe falem que isso é certo ou errado, necessitamos fazer, para escrever no livro da existência, essa experiência sempre nos servirá para aprender algo mais”.
Quebramos a cara, mas juntamos, e os cacos após montados, nunca ficam os mesmos, realmente nunca ficam, sempre sobra uma cicatriz, e essa cicatriz, sempre nos fará lembrar do ato vivido, e em nossa vida, Stanley Kubrick faria um melhor roteiro do que fez com o de Burgess, pois todos, simplesmente todos, vivemos o chamado “ciclo da laranja”. Não sei onde surgiu esse termo, mas foi em uma mesa qualquer, depois de aprontarmos alguma, dizendo: “faz parte do ciclo”, depois rola a pergunta: “que ciclo?” e eis que surge esse termo...

É antigo, é retrógrado, mas me diga que não continua sendo atual!! Esse pensamento para escrever este texto, brotou em um momento legal da minha vida, realmente o ciclo da laranja esta terminando, o menino, que até ontem não dormia e fazia coisas não muito corretas para a “sociedade normal”, achando que com isso estávamos entrando para a “turma”, pois somos livres, fazemos o que queremos!! Mas as vezes nunca certas, mas enfim, quebramos a cara para quebrar depois, e assim fechamos o ciclo, estou a disposto a acabar com o meu, e quem sabe não começar outro, mas esse com menos curva e sem acelerar muito, com calma, muita calma, e quem sabe não leve alguma passageira que esteja disposta a encarar essa estrada comigo??

Por momento era isso, a conversa nascida em uma mesa de bar, e depois relembrada em momentos vagos, tendo relembrar escrevendo ele.

Jacson

sábado, 8 de maio de 2010

A aplicação poética do materialismo

Um sabado chuvoso, o lado bom que a ressaca moral não me acompanha, nem o sono durante o dia, vindouro de uma noite mal dormida, isso me faz um pouco mais "limpo" perante os outros, para mim também, pois não preciso me preocupar em repensar atos...

"Olhando para as coisas que possui ele pode até sentir-se feliz. Algumas vezes uma coisa qualquer enche seu peito por um instante, como um sopro. E como um sopro elas vão embora, mas isto é algo com a qual ele se acostumou a viver. Pessoas mortas ficam agarradas as suas lembranças, as verdades que foram embora e as promessas que se quebraram. Ele dorme pensando em como tudo mudou. Desde a morte de seu Deus não há nada a esperar. Os sacrifícios são outros e não é preciso ajoelhar, nem viver esperando por tempos e coisas que nunca virão. Não há sentido além da morte e não há razão além do prazer. A vontade de viver por mais um instante. Como se fossem parasitas grudados na pele ele arranca as coisas tristes. E sente o alívio."

[A Aplicação poética do materialismo - Colligere]

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ao som de um Tango....




Hoje uma noite preguiçosa, mas de certa forma, algo me faz sentir mais leve, o embriagar da mente me deixa melhor, sentado a mesa e comentando, e veja, aquele cara barbudo que me coloco no mundo, onde eu tava tomando uma cerveja na xicara de chá, e ele um café, me falou de uns poemas bêbados, de um louco poeta argentino, engraçado, sabia que meu pai foi um ex-locão, mas ele se revelou um pouco mais boêmio que eu pensei que eu pudesse ser, pior que todas as histórias que ele conta é verdade!!

En un bar tan viejo de esos
nosotros y acordes de tango
viniste a buscar mis besos
yo qué di, ni amor ni un mango

parados delante el mostrador
esperamos la calma y la solución
pero nada, che, sólo el dolor
un gran quilombo y una canción

bajo la luz, sintiendo nomás la vida
vi llegar, de afuera, mi otra gurisa
y ahí pensé: qué situación jodida
se rompió el bandoneón y cesó la brisa

temporales, peleas, encrucijadas
eso es lo que a mí tocó
miles de noches barajadas
nostalgia y un gotán: lo que quedó

domingo, 2 de maio de 2010

Last Night!!

Uma noite em que estamos indo dormir enquanto a cidade acorda, engraçado, não, apenas uma maneira de ver e viver a vida, afinal, o que temos a perder, ainda somos ligados a esses habitos mundanos, mas assim absorvemos um conhecimento que nenhum livro, ou nada pode nos mostrar, não me importo se falem que é errado ou certo, prefiro acordar arrependido do que dormir com vontade, e para ser sincero, é muito melhor, como vamos saber se é bomou ruim se não fizermos, vamos quebrar a cara, assim a cada vez que colarmos os pedacinhos vai ficar alguma imperfeição que nos fará lembar disso, cara, estávamos em um lugar legal, pessoas que eram teatralmente legais, vazias, depois de nos livrarmos dela que a noite começou absorver a luz da noite que bate no pára-brisa do carro!!
e tem gente que não gosta, paciência!!

"Estou só esperando numa sala.
Apenas durmo metade do tempo.
Estou censurando os espectadores.
Silenciosamente saudando com olhos agradáveis"
[The Horse - A Wilhelm Scream]