Um sabado chuvoso, o lado bom que a ressaca moral não me acompanha, nem o sono durante o dia, vindouro de uma noite mal dormida, isso me faz um pouco mais "limpo" perante os outros, para mim também, pois não preciso me preocupar em repensar atos...
"Olhando para as coisas que possui ele pode até sentir-se feliz. Algumas vezes uma coisa qualquer enche seu peito por um instante, como um sopro. E como um sopro elas vão embora, mas isto é algo com a qual ele se acostumou a viver. Pessoas mortas ficam agarradas as suas lembranças, as verdades que foram embora e as promessas que se quebraram. Ele dorme pensando em como tudo mudou. Desde a morte de seu Deus não há nada a esperar. Os sacrifícios são outros e não é preciso ajoelhar, nem viver esperando por tempos e coisas que nunca virão. Não há sentido além da morte e não há razão além do prazer. A vontade de viver por mais um instante. Como se fossem parasitas grudados na pele ele arranca as coisas tristes. E sente o alívio."
[A Aplicação poética do materialismo - Colligere]
[A Aplicação poética do materialismo - Colligere]

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