Assim como Anthony Burgess nas páginas de um livroe Stanley Kubric transferiu para a película posteriormente, Laranja Mecânica tornou-se um épico na decada de 70 e até muito temo continuou sendo uma grande fonte de referencia de um futuro que não tínhamos idéia, hoje, com toda toda esta tecnologia que vemos com pessoas tendo uma vida regida por uma máquina, coisa que eles nunca cogitaram possivelmente, mas algo que eles mostraram concerteza continua mais atual que nunca, o filme assim como o livro passam numa Ingalterra e num futuro indeterminado, conta a vida de um jovem chamado Alex, que assim como sua gangue comungam de gostos que varia de musica clássica á estrupos e ultraviolência, os jovens usam o idioma nadsat, que mistura inglês com russo, o que hoje não passa de nossa gíria, que é a mistura do nosso mal falado português com outra coisa qualquer, mas que se torna uma identidade peculiar de muitos jovens.
Após várias experiencias acaba que em um assalto aAlex é preso e a vítima do assalto vem a morrer, Alex é condenado a 14 anos de prisão, após cumprir dois anos de prisão, ele é liberado para a condicional, mas mediante ao “tratamento ludovico” que é uma terapia experimental de aversãoe havia sido desenvolvida pelo governo como estratégia para deter o crime na sociedade. O tratamento consiste em ser exposto a formas extremas de violência, como ver um filme muito violento, e Alex é incapaz de parar de assistir, pois seus olhos estão presos por um par de ganchos. Também é drogado antes de ver os filmes, para que associe as ações violentas com a dor que estas lhe provocam.
Alex é liberado e vaga pelos bosques, até chegar a casa de um escritor, o qual anos atrás haviam invadido a casa e estrupado sua esposa, antes de ele descobrir quem era abriga o mesmo, depois o droga e descobrindo quem é o faz beber e tenta fazê-lo se suicidar com uma versão eletrônica da Nona Sinfonia de Beethoven, forçado a situação Alex se joga de uma janela, mas sobrevive. Com isso, o choque sofrido o faz livrar da dor vivida e dos efeitos do tratamento vivido, mas mesmo estando livre, Alex encontra-se seus antigos amigos de gangue, e todos mudados, inclusive um, que ele tinha uma ligação maior, ficou intrigado ao ver o amigo, vestido de um jeito formal, no mesmo bar que eles iam para se drogar, agora ele trocava carícias com uma bela mulher e levava uma vida estável e parecia ser feliz, enfim, Alex a partir do outro dia, Alex começa a mudar a vida, procurando um emprego e esquecendo todo e qualquer coisa que aconteceu, não passando uma borracha, mas sim, procurando se redimir de todo o erro, e uma frase que ele diz ficou marcada, pelo menos para mim: “Por mais que seu pai e sua mãe falem que isso é certo ou errado, necessitamos fazer, para escrever no livro da existência, essa experiência sempre nos servirá para aprender algo mais”.
Quebramos a cara, mas juntamos, e os cacos após montados, nunca ficam os mesmos, realmente nunca ficam, sempre sobra uma cicatriz, e essa cicatriz, sempre nos fará lembrar do ato vivido, e em nossa vida, Stanley Kubrick faria um melhor roteiro do que fez com o de Burgess, pois todos, simplesmente todos, vivemos o chamado “ciclo da laranja”. Não sei onde surgiu esse termo, mas foi em uma mesa qualquer, depois de aprontarmos alguma, dizendo: “faz parte do ciclo”, depois rola a pergunta: “que ciclo?” e eis que surge esse termo...
É antigo, é retrógrado, mas me diga que não continua sendo atual!! Esse pensamento para escrever este texto, brotou em um momento legal da minha vida, realmente o ciclo da laranja esta terminando, o menino, que até ontem não dormia e fazia coisas não muito corretas para a “sociedade normal”, achando que com isso estávamos entrando para a “turma”, pois somos livres, fazemos o que queremos!! Mas as vezes nunca certas, mas enfim, quebramos a cara para quebrar depois, e assim fechamos o ciclo, estou a disposto a acabar com o meu, e quem sabe não começar outro, mas esse com menos curva e sem acelerar muito, com calma, muita calma, e quem sabe não leve alguma passageira que esteja disposta a encarar essa estrada comigo??
Por momento era isso, a conversa nascida em uma mesa de bar, e depois relembrada em momentos vagos, tendo relembrar escrevendo ele.
Jacson
quero ver esse filme, só vai ser meio dificil de achar, mas tudo bem :) diminuir a marcha é bom, faz a gente se sentir mais seguro as vezes hsuhau (:
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